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O período de submissões para a Lusitânia nº3 está aberto até dia 31 de Maio de 2014.




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Lusitânia (Lusitânia, #1)

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Reviews #5

Terça-feira, 22.01.13

Cláudia P.

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Lusitânia é uma revista, e talvez não fizesse muito sentido ser comentada no GoodReads, senão fosse o seu conceito e o projecto que a originou. É uma colectânea (de pequena dimensão, entenda-se) de contos de ficcção, muitos deles de mãos dadas com o género fantástico, e que remetem para a cultura portuguesa, ou não fosse o seu nome apelar à alma lusitana. 

Sendo um projecto novo, tenho a elogiar as ilustrações e a concepção da revista. Não houve uma que não gostasse e a estética tornou-a bastante apelativa, vejam só a capa!

Por outro lado, deveria ter havido um maior cuidado na revisão, já que os processos de translineação demarcados erradamente são gritantes e tornavam a leitura aborrecida por vezes.

Depois, e não desmerecendo a qualidade dos contos, sente-se uma ligeira tendência numa direcção, que a inserção de três contos que não achei estarem dentro do mesmo estilo ficam algo despropositados. Se a ideia era torná-la o mais diversificada possível, teria optado por uma escolha mais intencional. Ainda assim, a qualidade dos contos é bastante elevada e como tal, também não quereria ser eu a deixar um de fora.

De todos, os meus preferidos foram:

Sonhos numa noite de Natal,de Marcelina Leandro - Lembra-me o exotismo familiar criado em livros de Isabel Allende, que junta o misticismo ao amor e à gastronomia. Laços familiares desvendados pelas brumas da adivinhação, com um ligeiro adoçante de Natal.

Como Portugal foi salvo pelos Pastéis de Nata, de Catarina Lima - Relembra-me os meus tempos de literatura mais juvenil, para além de criar um sentimento de localização, ao passar-se na nossa Moderna Lisboa, fazendo-nos respirar a cidade ao mesmo tempo que Maria Adelaide remunga sobre invasões de pombos.

A Guerra do Fogo, Nuno Almeida - É ligeiramenre pesado para a época do Natal e as minhas restantes literatuas correntes, mas o estilo de escrita, corrente e vertiginoso é exactamente aquele que gosto de ler. É sem dúvida o retumbar da paixão lusitana aos ombros de uma figura mítica, e que já deu aso a tantas outras histórias.

A Cidade das Luzes,de José Pedro Lopes - Pela imaginação e conceito inesperado, e porque numa altura em que as distopias estão em voga, daria um bom livro se fosse explorado aprofundadamente.

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por Pantapuff às 17:43


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