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O período de submissões para a Lusitânia nº3 está aberto até dia 31 de Maio de 2014.




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Sexta-feira, 25.01.13

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Sonhos de uma noite de Natal
de Marcelina Leandro

Sonhos de uma noite de Natal, um título que invoca um trocadilho com "A Midsummer Night's Dream" de Shakespeare, traz ao leitor um ambiente confortável com um setting natalício. A confecção dos sonhos para o Natal acarreta um novo significado e a prosa de Marcelina está pejada de magia. O único senão é o ultimo parágrafo um pouco súbdito, mas que não estraga o que veio atrás.

Vinho fino
de Inês Montenegro

Este conto tem a mesma base do anterior. Uma ideia muito bem explorada sobre o vinho do Douro, mas que perde-se um pouco no fim com demasiadas explicações e com uma ultima frase que sabe a pouco. A concepção entre ficção especulativa e a tradição do vinho poderia ter uma finalização melhor.

Como Portugal foi salvo pelos pastéis de nata
de Catarina Lima

Um conto muito, muito fraco. Se a Lusitânia apresenta-nos dois contos bons, este é o contrário dos anteriores. Prosa pouco desenvolvida, com pouco nexo e uma premissa que é atabalhoada. E foi este o conto que me levou a pensar que a equipa da Lusitânia é toda de Lisboa, porque o conto passa-se em Lisboa. Lisboa corre perigo... *ahem com licença alerta caps lock* PORQUE RAIOS É QUE NO TÍTULO TEM PORTUGAL, QUANDO PASSA-SE TUDO EM LISBOA??? É assim tão difícil mudar uma palavra? Como Lisboa foi salva pelos pastéis de nata! Pronto, continua bonito e muito mais accurate do que aquele título! Os dois primeiros parágrafos do conto eram perfeitamente dispensáveis (fazem lembrar uma composição de escola) e lá melhora um pouco quando a bruxa vais comprar a vassoura, mas logo o conto é desviado para o non-sense.

A guerra do fogo
de Nuno Almeida

Este conto deveria ser estudado como: o que não fazer quando se escreve ficção curta. Descrições, muitas descrições e história na última página. O conto é cansativo, desmotivador e só se safou por invocar os Lusitanos, na época onde a Península Ibérica lutava contra Roma. Merecia uma revisão de estrutura, pois o essencial estava lá.

A cidade das luzes
de José Pedro Lopes

Um conto algo longo, com uma premissa futurista interessante. O fim é desinteressante e pedia para algo mais na onda do 1984, do que propriamente um final com uma esperança artificial. A prosa do autor nota-se estar influenciada pelo inglês "Estamos acabados" (we're through) e tem uma outra gralha que saltou mais à vista (falta de verbo). A exploração de um setting cyberpunk seria interessante. Cyberpunk com uma sociedade distópica. A premissa é boa, a exploração, de igual forma, contudo faltou uma finalização que acompanhasse o ritmo do conto.

A passagem uivante
de Pedro Cipriano

Um conto confuso, cujo único traço de tradição portuguesa são as citações de Fernando Pessoa no fim. Pelos vistos estamos em guerra (há a menção de aviões, pelo que penso século XX? Talvez nas províncias ultramarinas? O conto não nos diz). O conto deveria de ser mudado para talvez a batalha de Lys na 1º Guerra Mundial, onde os portugueses embora tivessem sido massacrados, lutaram até ao fim e mostraram bravura.

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por Pantapuff às 23:07


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