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O período de submissões para a Lusitânia nº3 está aberto até dia 31 de Maio de 2014.




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Lusitânia (Lusitânia, #1)

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Excerto #4

Sábado, 24.11.12

Na realidade, se a sua queixa não fosse tomada por absurda, provavelmente iria apresentar um manifesto contra os pombos à Câmara Municipal, visto que era por causa deles que se encontrava agora apeada em frente à Basílica. A palavra “ironia” passou de lampejo na sua mente, mas Maria Adelaide era uma bruxa prática e não vivera até à idade que tinha por perder minutos com coisas com as quais não se devia perder tempo.

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por Pantapuff às 00:43

Excerto #3

Sexta-feira, 23.11.12

A lança passou a zumbir pela sua cabeça, enterrando a ponta de ferro num pinheiro ao seu lado, mas ele não parou. Corria como o vento, sem hesitar, sem abrandar, e sem olhar para trás uma única vez. Os seus pés, envoltos em simples sandálias de couro, e as pernas nuas, desprotegidas pela túnica simples que envergava, desbravavam o mato abundante que crescia por entre as árvores, dilacerando-se nos silvados e arbustos espinhosos.

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por Pantapuff às 21:55

Excerto #2

Quinta-feira, 22.11.12

Josefa mexia a massa dos sonhos enquanto ouvia a madeira a crepitar na lareira. Sentada num banco junto ao lume, apoiava a bacia no regaço, girando lentamente a massa sedosa e brilhante. Naquela altura do ano, a última tarefa a fazer, quando pouco faltava para a meia-noite, era a massa dos sonhos. Uma tarefa cuidada e sempre feita pela anciã da família. Lembrava-se em catraia de ver a bisavó a fazê-lo, depois em moça a sua avó, uma mulher alta com olhos azuis e um puxo impecavelmente feito no topo da cabeça. Depois dela, quando já era uma mulher feita e casada, a sua mãe. Com ar muito mais débil e frágil, sempre doente e triste.

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por Pantapuff às 23:30

Excerto #1

Quarta-feira, 21.11.12

Mostro-vos hoje um bocadinho do que vão poder ler neste número da Lusitânia.

 

O uivar dos cães não alertou ninguém naquela noite – hábito dentro das aldeias, o aviso não chegou à compreensão de qualquer ouvido. O meteorito entrou pela atmosfera, desintegrando-se e espalhando-se sobre os socalcos, permitindo aos microrganismos que se unissem às bagas das uvas prontas a vindimar. Não conheciam aquele planeta, mas parasitas como eram, tal não os influenciaria. Aprenderiam e alargar-se-iam, obedecendo ao instinto que lhes ordenava a sobrevivência.

O interior pegajoso da uva servia para os seus propósitos. Satisfeitos, os parasitas acomodaram-se – e esperaram.

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por Pantapuff às 21:56


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